Com quantas mulheres se faz um jogo ?

Por Ethel de Paula

O Vidas Violetas foi feito a muitas mãos, todas elas femininas, à exceção de dois homens, benditos entre as mulheres. São participantes que merecem ser perfiladas e aqui contam um pouco sobre suas próprias histórias de vida, deixando entrever cenas de bastidores vividas no processo de construção coletiva do jogo. A elas, que, assim como as personagens do Vidas  Violetas, engrandecem a condição feminina, dedicamos a série de cinco perfis que serão publicados, um seguido do outro, ao longo do mês de abril, como homenagem e reconhecimento às suas múltiplas potencialidades e sensibilidades.

 

A artífice

Valéria Duarte Barbosa Coelho, consultora da gráfica Central Park

Se é sob o olhar atento da dona, Vera Lúcia Ranzan Graf, que a gráfica Central Park cresce como uma das melhores no ramo de conveniência no Distrito Federal, cabe destacar o quanto a mão da ex-gerente e agora consultora, Valéria Duarte Barbosa Coelho, imprimiu e continua a imprimir diferença em cada peça saída do parque gráfico nesses 24 anos de prestação de serviços diversos. Ela que começou a trabalhar no local aos 21 anos, primeiro como recepcionista, para depois assumir a gerência e liderar um time de funcionários dedicados não só a garantir qualidade máxima em impressões e acabamentos, como instigados a particularizar o atendimento, distinguindo-se justamente por um modo único de tratar o cliente, onde empatia se reverte em capricho e gera preferência.

Ouvir. Perceber. Sentir. Pensar. Fazer. Refazer. O jogo Vidas Violetas exigiu de Valéria e sua equipe bem mais do que a emissão de uma ordem de serviço. Por ser um produto de conteúdo diferenciado, a partir do qual um tema incontornável como a violência contra a mulher viria à tona, o profissionalismo se aliou ao comprometimento ético, resultando em um envolvimento pessoal que, segundo ela, foi bem além do que usualmente ocorre entre fornecedor e cliente. Assim, foi preciso reinventar procedimentos meramente técnicos, passando a despertar e a mobilizar em toda a equipe expertises próprias do campo do sensível.

Trabalho de formiguinha, coletivo e artesanal a um só tempo, onde artífices foram convidados a trabalhar com o mesmo rigor com que os artistas esculpem suas obras de arte. “Não somos apenas a gráfica que imprimiu o jogo Vidas Violetas. Posso dizer que nos consideramos parceiros mesmo desse e de outros projetos de pesquisa anteriores da professora Raquel Pires. Isso porque, desde o primeiro contato, percebemos a importância daqueles conteúdos para estudantes e profissionais de saúde. Então, não era só decidir a melhor faca de corte ou o melhor papel para tornar a impressão impecável, mas descobrir junto com a autora a melhor forma de apresentação de uma ideia, de um necessário e valioso pensamento crítico sobre temáticas cruciais para a vida social. Então, se aquele produto visava melhorar o mundo, a gente também daria o nosso melhor”, lembra a artífice.

Formada em Administração, não foi à toa que Valéria abraçou o jogo Vidas Violetas, construindo uma “ponte” entre razão e sensibilidade. Segundo ela, a gráfica Central Park sempre estimulou funcionários a expandir seus conhecimentos e diversificar sua formação, promovendo cursos internamente e tornando possível especializações fora do ambiente de trabalho. “Como comecei a trabalhar muito jovem na gráfica, tive que conciliar vida profissional e acadêmica. Mas isso nunca foi um problema, ao contrário, fiz cursos e faculdade trabalhando e era liberada aos sábados para assistir às aulas. Vera sempre valorizou quem busca outros saberes e por isso também vibrou ao poder contribuir com a confecção de jogos didáticos. No portfólio, há ainda os jogos Banfisa e INDICA-SUS, também da professora Raquel, e isso é motivo renovado de orgulho para nós todas que enxergamos nosso trabalho ali por trás de cada carta laminada, de cada dobradura de caixa ou de tabuleiro”, atesta Valéria, uma virginiana que, perfeccionista por natureza, não titubeou em medir milimetricamente ou organizar individualmente cada componente do jogo para o qual também torce e deseja sucesso.

“O Vidas Violetas está lindo do ponto de vista estético, mas não é só por isso que o jogo vai trazer muito orgulho às autoras e também às jogadoras. Eu aprendi muito com ele sobre histórias de mulheres maravilhosas e fortes que, ao longo da História, souberam superar dificuldades e lutar por seus direitos e desejos. Não conhecia a maioria daquelas personagens e saio dessa experiência não só realizada do ponto de vista profissional como mais consciente e comprometida com as bandeiras feministas. É um jogo que quero continuar a jogar, em nome de todas as mulheres”, regozija-se Valéria.

Em março, mais Recriar-se: novo jogo, logo, blog e site !

Apresentamos as novas logos da linha de pesquisa Recriar-se e do Nesprom, respectivamente. Em breve, o site do Nesprom/Ceam/UnB, com a inclusão das novas logos e de as outras linhas de pesquisa do nosso núcleo de pesquisa, estarão no ar, um dos nossos lançamentos desse 2020.

Em 27 de março, venha conferir conosco o lançamento do Vidas Violetas, novo Recriar-se !

Além do Vidas, o Violetas (tabuleiro) 2a edição (APERFEIÇOADO), as novas logos e o novo site da Recriar-se/Nesprom farão parte da programação especial que preparamos para você !

Vamos juntas/os dar as cartas no combate à violência contra a mulher !

UnB-TV noticia o clube de testes dos jogos Recriar-se !

A UnB-TV noticiou, nessa 5a feira (01/11), as inscrições para o “Clube de Testes – Jogos Recriar-se” nos canais de divulgação do youtube e TV por assinatura. As inscrições para participar das partidas que subsidiam o nosso próximo jogo , “Vidas Violetas – Um jogo em que as mulheres dão as cartas” ,vão até 30 de novembro.

Participe, divulgue, inscreva-se e venha jogar conosco ! Assista a matéria e compartilhe nas suas redes sociais:

Jogo Violetas entregue à colaboradora do governo e ao Secretário de Estado de políticas para mulheres do GDF

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A colaboradora do governo do Distrito Federal, Dra. Márcia Rollengerg, e o Secretário de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, igualdade racial e direitos humanos, Dr. Joe Vale, recebem exemplares do Jogo Violetas.
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Descontração na entrega do jogo Violetas ao Secretário de Trabalho, desenvolvimento social, mulheres, igualdade racial e direitos humanos do GDF, Dr. Joe Valle, acompanhado pela Diretora da FS/UnB, Profa. Dra. Maria de Fátima Souza

Nesta 3a feira, dia 28/06, na abertura do Seminário ‘Lei do feminicídio:processo histórico, aplicação e desafios’, realizado pelo GT Feminicídio do GDF com apoio da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB (FS/UnB), realizamos a entrega de exemplares do jogo Violetas à colaboradora do Governo do Distrito Federal, Dra. Márcia Rollemberg, e ao Secretário de Estado  de Trabalho, desenvolvimento social, mulheres, igualdade racial e direitos humanos do GDF, Dr. Joe Valle. O evento contou com ampla participação de integrantes da rede de enfrentamento da violência contra a mulher, de diversos segmentos do nível estadual e federal, além de docentes, pesquisadoras(es) e discentes da UnB. O jogo Violetas;cinema&ação no enfrentamento da violência contra a mulher foi parabenizado e divulgado amplamente entre os participantes, que também puderam adquirir exemplares no nosso stand. Agradecemos à Profa. Dra. Maria de Fátima Souza, diretora da FS/UnB, pela oportunidade. Confira as fotos:

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Lançamento do VIOLETAS durante o mês da mulher

Novo jogo do Recriar-se, VIOLETAS:cinema&ação no enfrentamento da violência contra a mulher.
Novo jogo do Recriar-se, VIOLETAS:cinema&ação no enfrentamento da violência contra a mulher, contará com vários momentos de lançamento no mês de março.

O novo jogo do Recriar-se, O VIOLETAS:Cinema&Ação no enfrentamento da violência contra a mulher, será lançado em março (8/3),  com vários momentos de entrega a instituições que compõem redes de políticas para as mulheres. Registraremos aqui todas os momentos, como forma de divulgar e ampliar o alcance desta tecnologia lúdico-educativa. Para os que quiserem adquirir os jogos, podem fazê-lo por meio da nossa loja virtual, neste Blog. Informaremos tão logo esta opção esteja disponível.

Conheça  todos os nossos jogos, o (IN)DICA-SUS, o Banfisa e o mais recente, Violetas.

Produtos Recriar-se
Produtos Recriar-se !

Parte 2- vídeo trata da origem do Recriar-se e dos jogos de tabuleiro

A segunda parte do vídeo ‘Oficinas-teatro e o cinema na educação para a saúde’ descreve o projeto de pesquisa ‘Recriar-se: arte e lúdico na educação para a saúde’, do Departamento de Enfermagem/UnB, originado a partir da experiência do ProAcesSUS e da vivencia do teatro na educação para a saúde (parte 1). Expõem-se os objetivos do projeto, a criação dos jogos (IN)DICA-SUS, Banfisa e do diálogo do cinema com a ética, na experiência da disciplina do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da UnB.

Confira a Parte III do vídeo ‘Oficina-teatro e o cinema na educação para a saúde’

‘Recriar-se: por uma nova ética na saúde’