Lançamento do Vidas Violetas: release completo preparado pela Purpurina Comunicações e Cultura

Vidas Violetas: um jogo em que as mulheres dão as cartas

Núcleo de pesquisa da UnB lança jogo de narrativas sobre mulheres exemplares no combate aos estereótipos de gênero; o evento acontece na Universidade de Brasília, no dia 27 de março, e conta com shows e rodas de debate sobre o tema

A professora Dra. Maria Raquel Pires da Universidade de Brasília é a idealizadora do jogo Vidas Violetas

Que tal reinventar vidas para as mulheres? As falas que discriminam e violentam o  feminino (estereótipos) estão por toda parte: em casa, no trabalho, na escola ou no lazer. Mas muitas vezes esses discursos passam despercebidos e se transformam em violência de gênero. Segundo a plataforma EVA, do  Instituto Igarapé (Evidências sobre Violências e Alternativas para Mulheres e Meninas), mais de 1,2 milhão de mulheres sofreram violência no Brasil entre 2010 e 2017. É nesse contexto que chega o lançamento do jogo Vidas Violetas, ambientando ludicamente essa agressão, tantas vezes invisível, e abrindo espaço para narrativas que colocam um ponto final na discriminação. 

Para isso, o jogo ilumina histórias singulares de algumas mulheres envolvidas nessas lutas, com ênfase no combate aos estereótipos de gênero. Maria da Penha, Nise da Silveira, Madonna e Angela Davis são alguns dos nomes que ganham vida nas cartas, ilustradas por Eva Uviedo, Juliana Lousada e Francisco Costa. O Vidas Violetas, produto de investigações científicas que busca formas criativas de disponibilizar conhecimentos à sociedade, poderá ser comprado online (www.recriarse.wordpress.com) após o lançamento que será no dia 27 de março, na Universidade de Brasília, no mês em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher.

O evento de lançamento acontece no Campus Darcy Ribeiro da UnB, das 16h15 às 19h, e é acompanhado de roda de debates sobre o tema e dos shows: A Negra e sua voz, com a soprano Aida Kellen e as musicistas Duly Mittelstedt, Luciana Oliveira e Diana Mota; e Vidas na MPB, apresentação intimista na voz e violão de Lai e Paulo Marques.

Narrativa lúdica inspirada em nomes potentes femininos

Idealizado pela professora Dra. Maria Raquel Gomes Maia Pires da Universidade de Brasília (UnB), o Vidas Violetas é o segundo jogo a abordar a temática da violência contra a mulher e o quarto da linha de pesquisa Recriar-se (arte, lúdico, saúde, educação), do Núcleo de Estudos em Educação e Promoção da Saúde, Centro de Estudos Avançados e Multidisciplinares da UnB (Nesprom/Ceam). 

“Não pretendemos propriamente usar os jogos com uma finalidade educativa conteudista, pois isso aprisiona as características desejáveis à educação crítica. Buscamos, em vez disso, criar um campo livre e metafórico de produção de sentidos no enfrentamento da violência contra a mulher, cujo final incerto e problematizador integra o próprio jogo. Nossa expectativa é que o público jogue Vidas Violetas conosco e goste do recriar-se lúdico que propomos nele”, comenta Maria Raquel Pires.

O Vidas Violetas demorou quatro anos para ficar pronto (2016 a 2020), envolveu uma equipe de 30 pessoas (entre pesquisadoras nacionais e internacionais, bolsistas, mestrandas, doutorandas, designers, ilustradoras e jornalistas) e quatro Instituições de Ensino Superior, uma delas internacional. Na etapa de testes, 290 jogadoras e jogadores participaram das partidas para validação do projeto.

Para escolher as 46 personalidades femininas que ganhariam vida nas cartas, foi feito um banco de dados com biografias de mulheres acompanhadas de catálogos sobre personalidades exemplares no combate aos estereótipos de gênero, ao longo do tempo. “Depois de ampla discussão, elaboramos alguns critérios para as escolhas, como mulheres reais e com histórias relativamente fáceis de serem encontradas para o público que não as conhecem; e inclusão de cartas com personagens trans masculinas e femininas“, conta a idealizadora do jogo. 

Sobre a pesquisadora Dra. Maria Raquel Gomes Maia Pires: Professora adjunta do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília. Docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Gestão Pública (PPGP/UnB). Pesquisadora líder do grupo de pesquisa  NESPROM – Núcleo de Estudos em Educação e Promoção da Saúde (NESPROM/Ceam/UnB), cadastrado no diretório de grupos do Cnpq. Possui doutorado (2004) e mestrado (2001) em Política Social  pela Universidade de Brasília (UnB), com pós-doutorados nas áreas de sociologia do gênero (2017, ISCTE/IUL, Lisboa-PT) e de design de jogos para a saúde (2011, UnB). Graduada em filosofia (UnB, 2019) e em enfermagem (Universidade Estadual do Ceará, 1994).

Bolsistas de Iniciação Científica e monitores de graduação, parte da equipe de pesquisa celebra mais essa conquista com a coordenadora do projeto. Venham celebrar conosco no lançamento do jogo, dia 27/03,

Mais sobre o jogo: O Vidas Violetas é produto da pesquisa “Mulher&Cidadania”, cuja segunda etapa foi financiada pela FAP-DF (Edital 03/2017 – Seleção de Propostas de Pesquisa sobre o Sistema de Proteção e Promoção dos Direitos de Meninas e Mulheres do Distrito Federal). Em 2016, a primeira etapa do projeto desenvolveu o jogo de tabuleiro Violetas: cinema&ação no enfrentamento da violência contra a mulher (CNPQ, edital 01/2012), que chegou a sua 2ª edição em 2019. Nesse evento, além do Vidas Violetas, o Violetas 2ª edição, a nova logo e o site do Recriar-se/Nesprom compõem a programação especial de lançamentos do núcleo de pesquisa.

Serviço:

Lançamento: Vidas Violetas: um jogo em que as mulheres dão as cartas

Quando: 27 de março (sexta-feira)

Onde: Auditório da Faculdade de Ciências da Saúde, Campus Darcy Ribeiro (UnB)

Horário: 16h15 às 19h30

Gratuito

Programação detalhada do lançamento: 

16h15 às 16h45–Abertura: Vidas Violetas e o mês das mulheres

– Reitoria da UnB

– Secretária de Estado da Mulher do Distrito Federal 

– Diretoria do Ceam/UnB

– Faculdade de Ciências da Saúde e Departamento de Enfermagem/UnB

– Profa. Maria Raquel Gomes Maia Pires (coordenadora da pesquisa e do Recriar-se/Nesprom/Ceam)

16h45 às 18h15– Roda de Conversa: Que jogo Vidas Violetas eu sou?

Coordenação: Mst. Maisa Campos Guimaraes (doutoranda PPGPSI/UnB), psicóloga do NAFAVD/Secretaria de Mulheres/GDF.

16h45 às 17h- Vidas Violetas para um Recriar-se lúdico 

Profa. Dra. Maria Raquel Gomes Maia Pires (coordenadora da pesquisa e do Recriar-se/Nesprom)

17h às 17h15 – Como chegamos as 46 Vidas Violetas?

 Dra. Ana Claudia Mendes de Andrade e Peres (Jornalista, Radis/Fiocruz, doutora em comunicação social-UFF, pesquisadora do Recriar-se/Nesprom/Ceam) 

17h15 às 17h30 – Comunicação, design gráfico e ilustração no Vidas Violetas  

Dra. Ana Claudia Mendes de Andrade e Peres (Jornalista, Radis/Fiocruz, doutora em comunicação social-UFF, pesquisadora do Recriar-se/Nesprom/Ceam) 

17h30 às 17h50 – Comentadoras

Profa. Dra. Tânia Mara Campos de Almeida– pesquisadora do Nepem, parceira do Nesprom no Vidas Violetas; 

Participante da oficina de testes com especialistas e atuação militante no movimento de mulheres 

18h às 18h15 – Debate com o público

Programação musical de encerramento:

18h15 às 18h30– (Auditório) Pocket-Show A Negra e sua voz – Aida Kellen e as músicas Duly Mittelstedt, Luciana Oliveira, Diana Mota.

18h30 às 19h (Hall): Vidas na MPB – voz e violão com Lai e Paulo Chaves

Exposição e venda dos jogos Recriar-se no Hall do auditório

Realização: 

Recriar-se/Nesprom/Ceam/UnB

Apoio:

Núcleo de Estudos sobre a Mulher (Nepem/Ceam/UnB)

Direção do Ceam/UnB

PPGCOM/Universidade Municipal de São Caetano do Sul

Núcleo de Pesquisa Gênero, Saúde e Enfermagem/Escola de Enfermagem/USP

Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE/IUL/Portugal)

Purpurina Comunicação e Cultura

PROGRAMAÇÃO MUSICAL – Releases

Pocket Show A negra e sua música –com Ainda Kellen e músicas Duly Mittelstedt, Luciana Oliveira, Diana Mota

Idealizado por Aida Kellen, em parceria com Duly Mittelstedt, Luciana Oliveira e Diana Mota o recital “A negra e sua música” surgiu de uma ideia de gravação de CD com canções que apresentassem a história da(o) negra(o) para a população, em especial a população que não tem acesso à música erudita, onde a referência de “música de preto” é, por muitas vezes, associada somente ao samba, ao pagode e ao funk. A proposta visa uma nova forma de ver a música da(o) negra(o), proporcionando uma outra perspectiva, tendo como matriz o canto lírico. Em princípio, procurou-se compositoras(es) negras(os), mas não foram encontrados registros. As (os) compositores, em sua maioria não são negras(os), mas testemunharam a história das(os) negras(os), a sua arte, sua cultura, sua dor, musicando e difundindo as obras. O que serviu de motivação para abrir o recital ao público foi tentar desmistificar a música da(o) negra(o) para a plateia do DF, contando e passando pela história da música com outros acordes e a mesma beleza.

Aida Kellen é formada em canto erudito pela escola de música de Brasília, interpretou papéis como Alcina – J. F. Händel, Dona Anna, Fiorgiligi, Vitélia – W.A. MOZART, Aïda – G. Verdi, Musetta – G. Puccini, Bubkopf – V. ULMANN entre oratórios, peças de câmara e musicais. 

Dully Mittelstedt é graduada em Educação Artística com Habilitação em Música pela Universidade de Brasília (2002) e em Música Sacra pela Faculdade Teológica Batista de Brasília (2008). Possui vasta experiência nas áreas de Correpetição para Instrumentação Musical, Coach para Canto Erudito, Canto Coral, Montagem de Óperas , Música de Câmara e Música para Eventos. 

Luciana Oliveira é baterista e percussionista integrante da Banda de Música do CBMDF. Integrou vários grupos como instrumentista e atualmente é integrante da Orquestra de Senhoritas, Orquestra Cristã de Brasília e Projeto Brasilianas.

Diana Mota é conhecida no cenário brasiliense por sua versatilidade, atua tanto na música popular quanto na música erudita. É técnica em arranjo pela Escola de Música de Brasília, graduada em música, especialista em arte-educação pela UnB, professora da EMB. Venceu o Festival da Rádio Nacional FM (2011) com Melhor Música Instrumental. 

Vidas em MPB – show intimista, voz e violão com Lai e Paulo Chaves

Paulo Chaves e Lai são jovens compositores da cena brasiliense. Lai é integrante da banda Cachimbó, que lançou em 2018 o disco Bó. Com beats dançantes e harmonias sofisticadas, o show do conjunto foi destaque na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM-SP). No mesmo ano, Paulo lançou seu disco de estreia, Desafogo. O álbum transborda contemporaneidade ao fundir MPB com elementos de R&B e Indie Rock. Foi considerado um dos melhores discos de 2018 pela tradicional lista do site Embrulhador. Lai e Paulo tocaram em alguns dos maiores festivais de Brasília, como o Picnik e o COMA, além do evento londrino Sofar Sounds. Como duo, os dois se apresentam com um repertório eclético de música brasileira e internacional, no formato voz e violão.

Violetas ao ar livre, na escola e nas políticas públicas para as mulheres: construções discursivas

Como ocorrem as construções discursivas nas partidas do jogo Violetas ? Esta é a pergunta que Ingrid Ramalho, recém graduada em letras pela UnB, investiga para conclusão do seu PIBIC (Programa de Iniciação Científica). Nos últimos dias, as personagens do violetas da ‘vida real’ participaram das partidas previstas na coleta de dados da pesquisa de Ingrid. Jogaram Violetas  as militantes do coletivo de mulheres ‘Nós-por-nós‘,   as educadoras de escolas públicas e privadas, as enfermeiras, as assistentes sociais, as/os advogados e as/os estagiários de psicologia das políticas públicas para as mulheres de Cidade Ocidental, no DF.

As reflexões produzidas pelo Violetas suscitaram, inclusive, relatos pessoais, transbordando em narrativas e experiências afetivas. Agradecemos a todas e a todos pela disponibilidade, pelo interesse e pela motivação durante as partidas !

Ponto para vocês, para nós, para o Violetas ! Confiram as fotos !

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Instituições do Fórum em defesa da Lei Maria da Penha no DF, coordenado pelo Nepem, recebem VIOLETAS

Instituições que compõem o fórum em defesa à Lei Maria da Penha recebem VIOLETAS
Instituições que compõem o fórum em defesa à Lei Maria da Penha recebem VIOLETAS

Em continuidade à semana de mini-lançamentos do VIOLETAS, na manhã de hoje as instituições que compõem o fórum de defesa à lei Maria da Penha, coordenado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher, do Centro de Estudos Avançados da UnB (NEPEM/Ceam), receberam exemplares do jogo de tabuleiro VIOLETAS: cinema&ação no enfrentamento da violência contra a mulher. O VIOLETAS foi entregue ao Ministério Público do DF  (MPDF), à Secretaria de Políticas para as Mulheres, à Associação das advogadas pela igualdade de gênero, à defensoria pública do DF e, claro, ao NEPEM/Ceam. Agradecemos a oportunidade e desejamos boas partidas de jogos e aprendizados com o VIOLETAS ! Acompanhem as entregas:

VIOLETAS nas mãos de quem entende: Profa. Dra. Cecília Minayo, grupo CLAVES da Fiocruz

Profas. Dras. Maria Raquel Pires, Maria de Fátima Souza e Maria Cecília Minayo na entrega do VIOLETAS
Profas. Dras. Maria Raquel Pires, Maria de Fátima Souza e Maria Cecília Minayo na entrega do VIOLETAS

Em continuidade aos registros de lançamento do jogo VIOLETAS:cinema&ação no enfrentamento da violência contra a mulher, no dia de ontem tivemos a honra de entregar um exemplar ao Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde da Fundação Osvaldo Cruz (CLAVES/FIOCRUZ), pelas mãos da Profa. Dra. Maria Cecília de Souza Minayo, uma intelectual das mais respeitadas no estudo da violência e da metodologia da pesquisa em saúde. A entrega ocorreu no curso de pesquisa qualitativa ministrado pela especialista na Faculdade de Ciências da Saúde, da UnB, promovido pela direção da FS, sob o comando da Profa. Dra. Maria de Fátima Souza, que nos prestigiou com a sua presença. Agradecemos a oportunidade e fazemos votos de boas partidas de Recriar-se ao grupo CLAVES ! Confiram as fotos:

Vem ai o novo vídeo do Recriar-se, o tutorial sobre como jogar o VIOLETAS

Nos próximos dias, disponibilizaremos neste BLOG um vídeo tutorial sobre como jogar o VIOLETAS: cinema&ação no enfrentamento da violência contra a mulher, que se encontra em processo de edição. Os estudantes e artistas que participaram das filmagens posaram com o VIOLETAS, confira abaixo:

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Lançamento do VIOLETAS durante o mês da mulher

Novo jogo do Recriar-se, VIOLETAS:cinema&ação no enfrentamento da violência contra a mulher.
Novo jogo do Recriar-se, VIOLETAS:cinema&ação no enfrentamento da violência contra a mulher, contará com vários momentos de lançamento no mês de março.

O novo jogo do Recriar-se, O VIOLETAS:Cinema&Ação no enfrentamento da violência contra a mulher, será lançado em março (8/3),  com vários momentos de entrega a instituições que compõem redes de políticas para as mulheres. Registraremos aqui todas os momentos, como forma de divulgar e ampliar o alcance desta tecnologia lúdico-educativa. Para os que quiserem adquirir os jogos, podem fazê-lo por meio da nossa loja virtual, neste Blog. Informaremos tão logo esta opção esteja disponível.

Conheça  todos os nossos jogos, o (IN)DICA-SUS, o Banfisa e o mais recente, Violetas.

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