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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

 

Estudantes da disciplina ‘vivencias IV’, do curso de enfermagem da UnB, finalizam seus Zines sobre as experiencias vividas nos serviços de saúde. Elas/es também trocaram seus Zines pelos correios.

O que Stela do Patrocínio, a livre pensadora da voz-texto O reino dos bichos e animais é meu nome‘, e José Saramago, autor da ‘Ilha desconhecida‘, diriam à prática social da enfermagem ? Seria possível articular o cinema, a literatura e a experiência individual nos serviços de saúde para repensar as práticas profissionais, diante da crise do modelo biomédico de atenção ? Como integrar as distintas disciplinas de estudantes de graduação em enfermagem, de um mesmo semestre (saúde do adulto e do idoso, bioética e processo de trabalho), em atividades práticas reflexivas, críticas, políticas e esteticamente sensíveis ?  Na tentativa de resposta, propusemos neste ‘Didáticos-para Recriar-se- 38 (DPR-38) um diálogo intersubjetivo em sala de aula que produziram múltiplos sentidos de aprendizagem:  a construção de fanzines ou de zines, como é mais conhecido dentre seus praticantes.

Zines individuais produzidos pela metade da turma. Depois do rodízio, será a vez da outra parte dos estudantes passar pela experiência.

O que é o ‘Zine’ e porque escolhemos essa forma de expressão  ?

Zine é a abreviatura de ‘Fanzine’ (junção das palavras ‘fãs’ e ‘magazines’, cujo surgimento se deu entre os fãs de ficção científica, nos EUA, na década de 40) e consiste num veículo de comunicação autoral, irreverente, alternativo e independente, em geral com um conteúdo de crítica social, artística, cultural ou política. Este tipo de publicação ‘que qualquer um pode fazer’ é dirigido a públicos específicos, tem baixos custos e tiragens.  Além disso, as/os editoras/es se responsabilizam por todo o processo produtivo, desde a concepção até a distribuição. A história dos zines é marcada por posições de resistência e de contestação em vários movimentos sociais, seja da música, punks, estudantis, feministas e outros. No Brasil ele cumpriu um papel importante nos gritos de resistência à ditadura, como forma de comunicação alternativa de crítica ao governo militar (Há relativa literatura sobre o assunto, conforme Henrique. Para saber mais, acesse a editora Marca Fantasia)

Como se vê, a principal característica dos Zines é que ele permite a expressão de subjetividades singulares ou compartilhadas, gerando um diálogo de ideias forças entre pessoas, grupos e comunidades. Resolvemos adotar esta forma de expressão para fomentar a criatividade, a livre expressão de sentidos, de experiências e de aprendizados nos graduandos de enfermagem, a partir de disparadores estéticos.

Como adotamos e o que virá ?

Para o bloco  ‘processo de trabalho’ e ‘bioética’ da referida disciplina, que se alterna com o bloco ‘saúde do adulto e idoso’, tivemos por objetivo analisar criticamente a historicidade, os valores ideológicos e as questões de gênero presentes na prática social da enfermagem, com ênfase nas repercussões para a autonomia da profissão.  Intercalamos discussões de filmes articulados à literatura e aos referencias teóricos, norteadas por questões que foram debatidas a cada momento e nas produções dos Zines. Motivados pela experimentação estética, primeiramente as/os estudantes produziram seus ‘Zines’ individuais (‘BiografaZines’) para contar um caso inspirado em experiências vivenciadas nos serviços de saúde.

Depois, de maneira mais elaborada, os grupos editarão nos trabalhos finais os zines coletivos para responder à pergunta ‘O que Stela e Saramago diriam à prática social da enfermagem’ ?

 Zines individuais da primeira turma: ‘Ilhas que vivi com as práticas de saúde’

As primeiras produções dos Zines, correspondente à metade da turma, confirma o sucesso da empreitada. Numa sessão de muita interação e curiosidade sobre os ‘BigrafaZines’ de cada um, conversamos de forma descontraída sobre temas complexos, tais como: a violência de gênero; violência contra idosos; dilemas éticos e bioéticos; Sindrome de Burnout na enfermagem; relações de poder e autonomia profissional.

Mas, deixemos os ‘zineiros‘ falarem por si..vejam algumas produções das/dos estudantes:

Mais produções da turma:

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“Que inovador !!

Estudantes enviam seus Zines aos colegas pelos correios, como manda o hábito da cultura fanzineira. A primeira carta a gente nunca esquece !

O momento de maior entusiasmo da turma ficou por conta da escrita da primeira carta ‘física’, com direito a endereçamento e selo num envelope para postá-lo nos correios. Cada estudante foi convidado a enviar o seu Zine para um ‘amigo secreto’ feito na hora. Dessa forma, cada um sabe que receberá uma carta pelos correios, mas só saberá quem a enviou quando as mesmas chegarem nas suas residencias, entregues pelo carteiro.  “Aí, será que vai demorar muito ?” diziam uns aos outros, em meio a muita euforia pelo ineditismo da atividade.

Com uma média de 20 a 25 anos, adeptos às tecnologias midiáticas, as/os estudantes confessaram que aquela fora a primeira carta escrita à mão e enviada pelos correios, o que explica as muitas dúvidas sobre onde colocar o destinatário, o remetente e o próprio selo nos envelopes !!

De forma espontânea, uma estudante fala:

“- Que inovador !’

‘- O que ? uma carta !!?”, perguntamos.

Ela responde: “-Não só isso ! Os Zines, as cartas..a tarde de hoje ! Olha quantas ilhas desconhecidas há aqui ?!!!”

Ao que percebemos, parece que o mais inovador pode estar numa simples carta, desde que ela revele a escrita poética de si, parte do aprendizado reflexivo.

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Autoridades da Secretaria de Politica para as Mulheres, Igualdade racional e Direitos humanos, da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF), da Universidade de Brasília, da Universidade Católica de Brasília e pesquisadoras/es contemplados no edital 03/2017, durante a cerimônia de assinatura dos respectivos TOA´s.

Na ultima 6a feira (06/10), ocorreu a solenidade para a assinatura dos TOA´s das pesquisas financiadas pelo  Edital de Políticas de Pesquisa sobre o Sistema de Proteção e Promoção dos Direitos de Meninas e Mulheres no Distrito Federal (03/2017), em cerimônia oficial na ‘Casa da Mulher Brasileira’, no Distrito Federal.

Com isso, as/os pesquisadoras/es contempladas/os ficam mais perto de receber os recursos financeiros para a execução de respectivos projetos, cuja previsão de repasse é de cerca de um mês.

Previsto como segunda etapa do projeto que originou o Violetas, o’Vidas Violetas: um jogo em que as mulheres dão as cartas’ será um jogo de cartas que produzirá narrativas desconstrutoras dos estereótipos de gênero para um público mais geral (mulheres e homens, jovens e adultos, atendidos ou não pelos organismos de políticas para as mulheres).

O desenvolvimento dessa segunda tecnologia lúdico-educativa do Recriar-se foi destaque nas reportagens que noticiaram o evento, tanto no jornal Correio Brasiliense como na Agencia Brasília, ambos com boas expectativas para o projeto.

Rede de pesquisas

Nesse segundo momento, contaremos com parcerias nacionais (Grupo de pesquisa Gênero, Saúde e Enfermagem/EEUSP e Núcleo de Estudos e Pesquisas para Mulheres/Ceam/UnB) e internacionais (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa – CIES/IUL) para a realização da segunda etapa do projeto ‘Mulher & Cidadania: desenvolvimento de tecnologia lúdico-educativa no enfrentamento da violência contra a mulher’, com duração de 18 meses.

Desde já, expressamos os nossos sinceros agradecimentos às/os estudantes, às /aos pesquisadoras/es e às/aos profissionais que compõem nossa rede de pesquisa para o desenvolvimento do jogo. Temos certeza que o Vidas Violetas será a síntese do melhor que pudermos fazer para combater a violência contra a mulher.

Que venha o Vidas Violetas ! 

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Durante a programação do ‘13º Mundo de Mulheres e 11º Fazendo Gênero’ (Agosto, Florianópolis), um dos mais prestigiados eventos no âmbito nacional e internacional, aconteceu a oficina de trabalho ‘Jogo Violetas: cinema & ação no enfrentamento da violência contra a mulher’, proposta pelo grupo de pesquisa ‘Gênero, saúde e enfermagem’, da Escola de Enfermagem da USP, parceira do Recriar-se/Nesprom. Com muita alegria pela descoberta do Violetas, os grupos disputaram entre si quem venceria a violência mais rápido, no tabuleiro, valendo um jogo para sorteio.

ENTUSIASMOS DURANTE AS DISPUTAS ENTRE OS GRUPOS: VAMOS VENCER !

 

 

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VIOLETAS NA JANELA…

Foi então que o sol, convidado a iluminar o local, escolheu o tom VIOLETAS !

 

 

EMOÇÃO NO SORTEIO DO JOGO ENTRE AS INTEGRANTES QUE VENCERAM MAIS RÁPIDO A VIOLÊNCIA ! 

 

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NOVAS PARCERIAS E OUTROS PROJETOS VIOLETAS

A oficina do Violetas durante o fazendo gênero celebrou igualmente os desdobramentos, os projetos e as parcerias surgidas a partir da criação do Violetas. Investigações de pós-graduações e de iniciação científicas sobre a implantação do jogo, realizadas tanto pela USP quanto pela UnB, fortalecem  as investigações colaborativas sobre as questões de gênero na saúde.

Por seu turno, o projeto do novo jogo de cartas do Recriar-se, o VIDAS VIOLETAS, inaugura novas parcerias, seja no âmbito nacional, por meio do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre as Mulheres (Nepem/Ceam/UnB) ou internacional, com a participação do ISCTE/IUL (Instituto Universitário de Lisboa). Nossos sinceros agradecimentos à equipe Violetas presente na oficina !

Equipe Vidas Violetas

Mara Clemente (ISCTE/IUL), Maria Raquel Pires (UnB), Rafaela Grasnner (EEUSP), Daniela (EEUSP) e Lucimara Fabiana Fornari (EEUSP): Parcerias para vencer a Violencia !

O Vidas Violetas foi recentemente contemplado com auxílio financeiro pelo edital 03/2017, da Fap-DF, em breve teremos mais novidades em jogos no combate da violência de gênero. Aguardem !

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O grupo de estudantes do Centro Acadêmico de odontologia foi um dos mais animados durante as partidas da coleta de dados do PIBIC de Juliana Santos, da UnB

Outro projeto de iniciação científica da UnB (PIBIC) utilizou o Jogo Violetas como ambientação para as questões investigativas. Dessa vez, Juliana Santos Silva, estudante de enfermagem da UnB, percorreu os Centros Acadêmicos (CA) dos cursos de graduação da Faculdade de Ciências da Saúde (odontologia, enfermagem, nutrição e farmácia) para saber quais os fatores que melhor contribuem ao envolvimento das/os jogadores na partida. Ou seja, que características influenciam nas vibrações e nas emoções das/os participantes durante o jogo ? O  curso, as experiencias anteriores, o grau de integração do grupo, a afinidade por jogos ou outros ? No geral, Juliana observou que o que menos importa é a escolha do curso da área da saúde, como seria possível supor.

Agradecemos enormemente pela disponibilidade, motivação e envolvimento das/os 26 estudantes que participaram da pesquisa ! Confiram as fotos:

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Como ocorrem as construções discursivas nas partidas do jogo Violetas ? Esta é a pergunta que Ingrid Ramalho, recém graduada em letras pela UnB, investiga para conclusão do seu PIBIC (Programa de Iniciação Científica). Nos últimos dias, as personagens do violetas da ‘vida real’ participaram das partidas previstas na coleta de dados da pesquisa de Ingrid. Jogaram Violetas  as militantes do coletivo de mulheres ‘Nós-por-nós‘,   as educadoras de escolas públicas e privadas, as enfermeiras, as assistentes sociais, as/os advogados e as/os estagiários de psicologia das políticas públicas para as mulheres de Cidade Ocidental, no DF.

As reflexões produzidas pelo Violetas suscitaram, inclusive, relatos pessoais, transbordando em narrativas e experiências afetivas. Agradecemos a todas e a todos pela disponibilidade, pelo interesse e pela motivação durante as partidas !

Ponto para vocês, para nós, para o Violetas ! Confiram as fotos !

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Entre 30/07 à 04/08 de 2017 estaremos no evento ’13º Mundos de Mulheres e Fazendo Gênero 11′, em Florianópolis, com as seguintes atividades:

Para nós, é uma honra e uma grande oportunidade fazer parte deste prestigiado movimento acadêmico e social. Em breve, mais destaques sobre o assunto !

Juntas/os no combate da violência

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Partida de Banfisa integra as aulas dos graduandos de enfermagem da Unicamp

Descontração na aprendizagem sobre o SUS, com o Banfisa

As/os estudantes da Unicamp aprendem sobre a gestão e o financiamento do SUS jogando Banfisa, numa das disciplinas do currículo ministrada pela Profa. Dra. Dalvani Marques, do curso de graduação em enfermagem.

O jogo Banfisa – Banco Fim-Saúde, um dos produto da linha Recriar-se, lançado em 2012, aborda de forma dinâmica e interativa os desafios da montagem e manutenção das redes de atenção à saúde no SUS. Ao lado (IN)DICA-SUS, estas tecnologias lúdico-educativas estão espalhadas por todo o Brasil, no auxílio às diversas instituições públicas, não-governamentais e privadas nas discussões educativas sobre a nossa política de saúde.

Joguemos Banfisa em defesa do SUS !

Conheça mais sobre a linha de jogos Recriar-se, aqui

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